quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Encontro Com Meus Parentes BONATES

De José Alci Paiva

Foi em junho deste ano {1985} que das colunas de O Povo, me lancei em busca de meus parentes BONATES, ramo a que pertencia a minha avó materna, MARCELINA BONATES MACIEL. Naquela oportunidade, nada me custou dizer que sei muito a respeito de meu avô e nada a respeito da dita avó, acrescentando que meu avô ANTÔNIO MACIEL, pertencia a uma então importante família de Baturite, comerciante dos mais conceituados, proprietário de muitas casas, enquanto que minha avó era de descendência modesta: por honrada que fosse, e bem que o era, não interessava a ninguem a sua genealogia ensombrada justamente ou generosamente pelo marido. Poucos eram os seus parentes em Baturite {muitos foram tentar a sorte no Amazonas} e infelismente, sem dinheiro e sem condição social. Minha falta de conhecimento, não se justifica, mas se explica.
Logo depois que o jornal O Povo circulou, recebi delicado telefonema de uma parenta que prometeu vir a nossa casa dizer o que sabia a respeito dos BONATES, mas não tive o prazer desta visita. Visitou-me outra distinta parenta e ficou de voltar com algumas informações, mas tambem não voltou. Um distinto militar sediado em Manaus, em trânsito por Fortaleza, me telefonou dizendo ser meu parente, disse que me procuraria, mas não o fez.
Estaria eu na estaca zera, não fosse uma carta recebida da Nair Bonates, minha prima em segundo gráu, residente em Manáus que recorda algumas coisas dos primitivos BONATES e promete me ajudar na obtenção de novos elementos. Se a tanto me ajudar, o engenho e a arte, como diria o poeta, eu publicarei as conclusões a que chegar, para ilustração da nova geração desconhecedora de sua história. Mas insisto na colaboração escrita de parentes de boa vontade: nomes completos, datas de casamentos, nascimentos, falecimentos, lugar onde passaram a morar os descendentes e se possivel, a data exata em que Antonio Bonates chegou ao Brasil.
No momento a história esta no começo.
Em época desconhecida, admitamos para argumentar o ano de 1840, desembarcou em Fortaleza ANTÔNIO BONATES, ao que tudo indica integrante de uma companhia de teatro. Era italiano de nascimento e parece que seu meio de vida estava ligado a representações teatrais. Ignoro se a companhia de teatro se dissolveu ou se foi embora sem ele e o que fazia nela.
Vamos encontrá-lo anos depois em Baturite exercendo a profissão de alfaiate. Ali se casou com uma moça de nome Francisca, não sabemos de quem era filha, nem quando se realizou o casamento, mas sei que houve muitos filhos entre os quais Marcelina, minha avó e Maria Rosália, mãe de Nair Bonates, a prima que me escreveu de Manáus. Antonio Bonates chegou a ser delegado de polícia em Baturite.
Naqueles antigamentes, eu arregaçava as mangas e me punha no encalço da historia dos meus parentes Bonates onde ela pudesse estar registrada ou simplesmente arquivada: um livro de nascimento ou óbito nos cartórios, um registro de sacristia dizendo que alguem se batizou, se crismou ou se casou; ainda nos cartórios, os velhos processos de inventário e partilha as escrituras de compra e venda e doações, os termos de aforamento; na prefeitura o que se houvesse sido pago em nome das pessoas procuradas a título de Imposto Predial, indústrias e profições, licença para comércio, títulos de nomeações e tanta coisa mais.
Hoje a saude se não me atrapalha tambem não ajuda, e a idade também atrapalha como dizia Stendhal de como é difícil e trabalhoso pesquisar as mais pequenas coisas: “ESTREMECEMOS AO PENSAR NO QUE É PRECISO DE BUSCAS PARA SE “CHEGAR À VERDADE SOBRE O MAIS FÚTIL PORMENOR”.

2 comentários:

  1. Dr. José Alci, sou sobrinha neta da Nair Bonates,ela era irmã de meu avô Moacyr Bonates que por coincidência se casou uma moça com mesmo nome de sua irmã, Nair Bonates, minha avó (nome de solteira, Nair Velez Uribe da Cunha). Estou a procura da minha ascendência e já reuni algumas informações. A Márcia Cunha criou um blog e lá ela disponibiliza toda a linhagem dos Bonates e Cunha a partir dos levantamentos que fez. No blog do Maninho do Baturité, ele afirma que as informações de família contam que meu tataravô era italiano de nascimento, teria chegado ao Brasil no apagar das luzes do século XVIII, E teria passado pelo Rio Grande do Norte. Quem teria chegado a Baturité seria um dos filhos do meu tataravô, José Bonates da Cunha, no caso meu trisavô e este sim seria o pai de treze filhos, estando incluidos A D. Marcelina, Antonio Bonates, meu bisavô Francisco Bonates da Cunha e José Bonates da Cunha. Por favor não desista da busca. Vamos unir forças. Se quiser, entre em contato: scullymbf@gmail.com Abraços, Mônica Bonates Feijó

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  2. Monica eu sou sobrinha neta da tia dada( nair) minha avo Raimunda bonates Era irma do teu avo Moacir. Tenho uma fotografia com todos da familia do nosso bisavo Francisco bonates e bisavo rosalia.mandei a foto para marcia publicar se vc quizer entrar em contacto comigo meu email é lidlu@yahoo.com

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